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robertogecia

Jurisprudencia TJRO MCP Server

by robertogecia

Jurisprudência TJRO no Claude

tests license: MIT

Isto ensina qualquer advogado — sem conhecimento nenhum de informática — a dar ao Claude a capacidade de pesquisar jurisprudência do TJRO (o portal oficial JURIS) dentro da própria conversa, sem precisar abrir o site do tribunal. Sem login e sem mexer em código.

Minhas redes sociais: @robertogrecia

Antes de começar: você já tem o "Claude Desktop"?

O "Claude Desktop" é o programa do Claude que você instala no computador (diferente de usar o Claude pelo site, no navegador). É ele que faz a pesquisa funcionar — sem ele instalado, nada dos passos abaixo funciona.

  • Já tenho (uso o Claude num aplicativo separado, não numa aba do navegador) → pule para "Passo 1" abaixo.

  • Não sei, ou uso só pelo navegador → baixe primeiro o programa em claude.com/download, instale, crie sua conta (ou entre com a que já tem) e volte aqui.

Related MCP server: jurisprudenciaia-mcp

Instalar a pesquisa do TJRO (3 passos, uns 2 minutos)

Passo 1 — Baixe o arquivo

⬇️ CLIQUE AQUI PARA BAIXAR (Jurisprudencia-TJRO.mcpb)

Um arquivo chamado Jurisprudencia-TJRO.mcpb vai para a pasta Downloads (ou "Transferências") do seu computador — o mesmo lugar onde caem os PDFs que você baixa da internet. Você não precisa abri-lo agora, só saber onde ele está.

⚠️ Atenção a um erro comum: se em vez de clicar no botão acima você navegou até a página principal do projeto no GitHub e clicou no botão verde "Code" → "Download ZIP", isso baixou o arquivo errado (o código-fonte do programa, que não serve para instalar). Apague esse zip e use só o link do botão acima.

Passo 2 — Abra o arquivo baixado

  1. Abra a pasta Downloads do seu computador (no Mac, o ícone de seta para baixo na barra de baixo da tela costuma abrir direto nela; no Windows, é "Este Computador" → "Downloads", ou o ícone de pasta na barra de tarefas).

  2. Procure o arquivo Jurisprudencia-TJRO.mcpb e dê dois cliques nele, como você faria para abrir uma foto ou um PDF.

  3. O programa Claude Desktop deve abrir sozinho, numa tela perguntando se você quer instalar a extensão "Jurisprudência TJRO". Clique em Instalar (ou "Install").

    Se, em vez disso, nada abrir: o passo alternativo é abrir você mesmo o Claude Desktop, ir em Configurações (o ícone de engrenagem) → Extensões, e arrastar o arquivo Jurisprudencia-TJRO.mcpb para dentro dessa janela com o mouse.

Passo 3 — Confirme e teste

  1. Se o Claude Desktop pedir para reiniciar, feche e abra o programa de novo.

  2. Comece uma conversa nova (bem importante: se você estava numa conversa já aberta antes de instalar, abra outra).

  3. Digite algo como:

    pesquise no TJRO acórdãos sobre dano moral por negativação indevida

  4. O Claude deve perguntar se pode usar a ferramenta de pesquisa do TJRO — é sinal de que funcionou. Autorize, e a busca aparece na conversa.

Pronto. Você não precisa instalar mais nada além do Claude Desktop — o programa já traz tudo que a extensão precisa para rodar.

Funciona em computador Mac ou Windows. Em celular ou tablet, e no Claude pelo site (sem instalar o programa), esta pesquisa não funciona — veja por quê em "Onde funciona" mais abaixo.

Algo deu errado? Veja aqui antes de pedir ajuda

O que aconteceu

O que fazer

Baixei um arquivo, mas quando abro vira uma pasta cheia de arquivos, e não a tela de instalação

Você baixou o arquivo errado (o código-fonte, não o instalador). Volte ao topo desta página e use o botão "CLIQUE AQUI PARA BAIXAR".

Dei dois cliques no .mcpb e não abriu nada

Tente o caminho alternativo do Passo 2: abra o Claude Desktop → Configurações → Extensões, e arraste o arquivo para essa janela.

Instalei, mas quando pergunto sobre o TJRO o Claude diz que não tem essa ferramenta

Confira se você abriu uma conversa nova depois de instalar (conversa antiga não percebe a instalação). Confira também se a extensão aparece ativada em Configurações → Extensões.

A pesquisa dá erro dizendo que o portal pediu uma "verificação de navegador"

Não é um erro da extensão, nem falta de instalação correta: é o próprio site do TJRO recusando o acesso automático vindo da sua internet. Não adianta tentar de novo na hora — veja a explicação em "Se a busca parar de funcionar".

A pesquisa dá erro dizendo que o portal devolveu a página de bloqueio com um cabeçalho defeituoso

Mesma situação de sempre (medido em 24/09/2026): o filtro do site do TJRO serve a página de bloqueio às consultas da extensão, com um defeito nos cabeçalhos que o programa não consegue ler. O critério é o nome com que a extensão se identifica. Não é a sua internet nem excesso de pesquisas; esperar não resolve. Veja "Se a busca parar de funcionar".

Não tenho o Claude Desktop, só uso pelo site (navegador) ou pelo celular

Essa pesquisa não funciona nesses casos — precisa ser o programa instalado no computador. Veja "Onde funciona".

Nenhuma linha acima resolveu

Peça ajuda a alguém com mais prática em informática do escritório, mostrando esta tabela — ou abra uma issue aqui no GitHub descrevendo o que aconteceu.

Onde funciona

A extensão roda no seu computador: é ele que consulta o portal do TJRO. Por isso ela só aparece onde o Claude também roda instalado na máquina.

Onde

Funciona?

Claude Desktop, conversa normal

Sim

Claude Desktop, modo Cowork (inclusive tarefas agendadas)

Sim — o Cowork enxerga as extensões instaladas no Desktop

Claude Code

Sim, registrando o servidor manualmente (ver Desenvolvimento)

claude.ai no navegador

Não

App do Claude no celular

Não

Por que não no navegador nem no celular: ali o Claude só usa conectores hospedados na internet, com endereço público. Para isso a extensão teria de rodar num servidor central, e as buscas de todos os usuários sairiam do mesmo IP — o bloqueio anti-automação do portal do TJRO derrubaria esse servidor em pouco tempo, e contorná-lo seria burlar a proteção do tribunal. Rodar em cada computador, com limite de ritmo próprio, é o que mantém a pesquisa estável e respeitosa com o portal.

Uma skill que você suba no claude.ai continua funcionando no navegador, mas sem esta pesquisa: a jurisprudência do TJRO precisa ser buscada no Desktop (ou no Claude Code).

Como usar

Peça em linguagem natural, por exemplo:

"Pesquise no TJRO ementas de 2º grau sobre dano moral por negativação indevida, julgadas em 2024."

"Acórdãos da 1ª Câmara Criminal sobre tráfico privilegiado, mais recentes primeiro."

"Traga o inteiro teor do processo 7009829-15.2024.8.22.0014."

São três ferramentas:

  • buscar_jurisprudencia_tjro — pesquisa por tema, com grupos de sinônimos e filtros de tipo de peça, grau, classe judicial, câmara, relator, assunto do CNJ e período. Cada resultado traz uma citação pronta para colar em peça e o link direto para a decisão no portal. Com 3 ou mais resultados na página, o rodapé soma quantos declaram cada resultado (provido/desprovido/acolhido/rejeitado) — ver "Filtro por relator e resumo de resultados" abaixo.

  • obter_inteiro_teor_tjro — texto integral das peças (acórdão, ementa, voto, relatório) de um processo específico.

  • diagnostico_ritmo_tjro — explica por que as buscas podem estar falhando (limite de ritmo, bloqueio em curso, histórico). Não consulta o portal.

A busca casa palavras, não sentido: um julgado que diga "inscrição indevida em cadastro de inadimplentes" não aparece numa busca por "negativação". Por isso a extensão aceita grupos de sinônimos — ver "Como pesquisar bem" abaixo.

Consultar um processo (capa e movimentos)

A ferramenta consultar_processo_tjro traz, pelo número CNJ, a capa (vara ou câmara, classe, data de autuação, se está baixado, se tem gratuidade, liminar ou segredo) e os movimentos mais recentes de um processo do TJRO, de 1º e 2º grau. Ela usa a API pública de processos do próprio tribunal (Portal da Transparência, "Acesso Automatizado Via API - Judiciário"), que é outro endereço, e por isso funciona mesmo quando a pesquisa de jurisprudência está bloqueada. Peça, por exemplo: "Como está o processo 0000000-00.0000.8.22.0000 no TJRO?"

O que ela não faz: não mostra partes, advogados, peças nem o texto das decisões (isso está no PJe); muitos movimentos antigos aparecem só como "Movimento Local", sem dizer o que aconteceu; e as datas não servem para contar prazo (prazo sai da publicação no Diário). Se a consulta voltar vazia, o número está errado ou o processo está em segredo de justiça, e isso não prova que ele não existe. É uma consulta por processo, a pedido: a ferramenta não varre processos.

Favorável a quem? E julgados parecidos — desde a 1.9.0

Duas leituras a mais, sem nenhuma consulta extra ao portal:

  • Partes e lado, no inteiro teor. Em cada ACÓRDÃO aberto por obter_inteiro_teor_tjro, a extensão lê o cabeçalho ("Polo Ativo", "Polo Passivo") e o primeiro período do relatório ("X interpôs recurso…", "recurso interposto por X"), cruza com o resultado declarado no fecho e escreve uma linha do tipo: "Recorreu (pelo relatório): Banco Y → resultado CONTRÁRIO a quem recorreu (Banco Y), favorável a Fulana". Quando há mais de um recurso (recurso adesivo, apelações de ambas as partes), ela avisa e não arrisca o lado. É heurística sobre o texto, marcada como tal: numa amostra de 92 acórdãos ela identificou as partes em 84 e o lado em 55; confira sempre no dispositivo. Só existe no inteiro teor: o cabeçalho que vem na busca não traz partes legíveis.

  • similares_a, na busca. Achou um julgado bom na página? Repita a mesma busca (mesma consulta, filtros e página, por_pagina alto) passando o id dele em similares_a: a página volta reordenada pela semelhança de texto com esse julgado (cosseno TF-IDF calculado no seu computador), com a semelhança em % no cabeçalho. Como a resposta da busca fica em cache, isso não gasta consulta. Semelhança de palavras não é semelhança de tese: ementa e acórdão do mesmo julgado pontuam alto entre si, e um julgado do mesmo assunto com outro vocabulário pontua baixo. Serve para escolher o que ler, não para concluir.

Antes das aspas: verificar a citação, e o que já foi lido — desde a 1.10.0

Três coisas novas, e nenhuma delas gasta consulta no portal quando o acórdão já foi lido:

  • verificar_citacao_tjro confere se a frase que vai entre aspas na peça está literalmente no documento (por palavra inteira, ignorando caixa, acento e pontuação; [...] marca cortes, desde que os pedaços apareçam em ordem e perto um do outro) e diz de quem é a frase. Um acórdão transcreve ementas inteiras do STJ e de outros tribunais, e o documento ACÓRDÃO traz também o voto que perdeu. Uma frase copiada de lá está no texto, mas não é palavra do TJRO naquele processo. O verificador avisa: TRANSCRIÇÃO, VOTO DIVERGENTE, ENTRE ASPAS, ALEGAÇÃO DA PARTE (o relatório contando o que o apelante sustenta) e NEGAÇÃO (um "não" logo antes do recorte). Ele lê primeiro o recibo que obter_inteiro_teor_tjro gravou no seu computador; só vai ao portal se o documento nunca foi lido. Passe o id_documento da peça citada; com só o número, confere em todos os documentos do processo. O alerta ALEGAÇÃO DA PARTE (a frase é tese que o acórdão relata como de uma parte) foi medido contra 90 trechos rotulados à mão e refeito na 1.11.0: de 33% para 81% de precisão, com o falso alarme sobre a voz do tribunal caindo de 64% para 10%; a cobertura ficou em 94% no conjunto de ajuste e 55% no de validação (poucos casos), então ele é um aviso de cautela, não uma garantia: a ausência dele não prova que a frase é do tribunal.

  • buscar_recibos_tjro procura nos documentos que esta máquina já leu, sem tocar no portal. Serve para reencontrar o acórdão da semana passada antes de gastar cota do JURIS, que conta volume em poucos minutos. Mostra id, número, câmara do fecho, um trecho em volta do termo e se o recibo tem custódia. Não é pesquisa no acervo do tribunal: zero resultado aqui nunca é "não localizado".

  • Linha de custódia no inteiro teor. Cada ACÓRDÃO e VOTO abertos vêm com uma linha dizendo quantos trechos são de outros julgados (e que fatia do voto isso é), onde começa o voto que pode ser o vencido e onde começa a ementa da casa. É a mesma conta que vai para o recibo e que o lint da peça lê; antes só o lint via.

Normas do próprio TJRO (resoluções, provimentos, instruções) — desde a 1.8.0

Muita tese em Rondônia depende de um ato do próprio tribunal, não de lei: a instrução da Presidência sobre licença-prêmio, o provimento da Corregedoria sobre custas ou registro de imóveis, as Diretrizes Gerais Judiciais, o Regimento Interno. Esses atos vivem no portal oficial atos.tjro.jus.br, e duas ferramentas o consultam:

  • buscar_norma_tjro pesquisa por argumento (uma expressão curta, procurada no texto integral do ato, não só na ementa), por número e ano (para um ato que você já conhece), por tipo (Resolução, Provimento, Instrução, Regimento Interno…), origem (Presidência, Corregedoria Geral da Justiça…), situação e tema do cadastro. Vêm 10 por página, com a situação do portal (Vigente, Alterado, Revogado…), os vigentes primeiro, e o id de cada ato. Peça, por exemplo: "Que norma do TJRO trata da conversão de licença-prêmio em pecúnia?" ou "Abra a Instrução 11/2016 da Presidência do TJRO."

  • obter_norma_tjro abre um ato pelo id e traz a situação, a ementa, quem o alterou ou revogou (com o id do ato novo, para seguir a cadeia até a norma que vale hoje), a legislação correlata que o portal cadastra, os PDFs e o texto compilado, com as alterações marcadas no próprio texto. Dá para pedir só um artigo (artigo="4") e ler textos longos em fatias.

O que vale saber: a situação é a do cadastro do portal (o próprio TJRO avisa quando um ato está "em fila de revisão"); ato Alterado se cita pela redação compilada e pela norma que a deu; ato Revogado não se cita como em vigor. Alguns atos antigos só existem em PDF, e aí a ferramenta dá o link e diz que não há texto para citar. Cada ato aberto deixa um recibo local (~/.tjro-jurisprudencia-recibos/norma-<id>.json) com o texto e a situação, para quem confere citações contra a fonte. Zero resultado nunca é "a norma não existe": o portal procura o termo exato, então varie a grafia ("licença especial", "licença-prêmio", "assiduidade") ou tire os filtros. Essas consultas dividem a cota de ritmo da extensão, como as demais.

Quando usar isto (e quando usar outra coisa)

Só faz sentido para casos da jurisdição do TJRO (1º ou 2º grau de Rondônia). Jurisprudência do TJRO não tem autoridade em outro tribunal — para um processo que tramita em outro estado, use a fonte daquele tribunal ou uma base nacional.

Esta extensão consulta o próprio portal oficial do TJRO (JURIS), que indexa cerca de 4 milhões de documentos de 1º e 2º grau. Ela vale o que o portal indexa: o que não está no índice do JURIS não aparece aqui. O que a extensão entrega:

  • Documentos anteriores a 2020 — o índice do portal inclui peças de anos anteriores (numa busca de 21/09/2026 vieram sentenças de 2017 e 2018).

  • Texto de SENTENÇA (1º grau) — o índice tem a sentença do juízo de origem como documento próprio, tanto de Juizados Especiais quanto de varas cíveis (conferido em 21/09/2026, de 2017 a 2026, com link para a peça). Use tipo=["SENTENÇA"] ou grau=1. Sentença de 1º grau não é precedente: serve para ver como um juízo ou comarca decide e para achar os fundamentos que ele cita, não para citar como jurisprudência. Nos resultados, o campo "Relator(a)" de uma sentença é o(a) juiz(a).

  • Sem custo por consulta — a busca usa a API pública do próprio site do TJRO; não consome cota de plano pago. Isso não quer dizer sem limite: o portal bloqueia rajadas, e por isso a extensão limita o próprio ritmo (ver "Se a busca parar de funcionar").

  • Link direto para o portal oficial do tribunal — em vez do link de um intermediário, útil quando a peça exige citar a fonte primária.

  • Saber como um(a) desembargador(a) específico(a) decide uma tese — antes de o processo ter câmara/relator sorteados, ou para achar (ou afastar) um precedente próprio dele(a), o filtro relator restringe a busca, no próprio servidor do TJRO, a um só relator — sem precisar ler acórdão por acórdão.

Para teses vinculantes (Súmula Vinculante, Tema Repetitivo, Repercussão Geral), qualquer base nacional (STF/STJ) já resolve, já que obrigam o juízo de Rondônia de qualquer forma.

Filtro por relator e resumo de resultados

relator é filtro no SERVIDOR do TJRO (não é filtro sobre a página trazida pelo Claude) — confirmado por teste real: pedir um relator muda o total de documentos e todos os resultados voltam daquele relator. Mas é comparação EXATA, sensível a maiúsculas e acentos, e este campo não tem uma única convenção de caixa no índice — o mesmo teste achou relatores gravados em Title Case ("Alexandre Miguel") e outros em CAIXA ALTA. Se vier zero resultados:

  1. Repita a mesma busca sem o filtro relator;

  2. Copie o texto exato do campo Relator(a) de um resultado real;

  3. Refaça com esse texto — não tente adivinhar a caixa.

O filtro só enxerga o relator do ACÓRDÃO: no índice, documentos do tipo EMENTA costumam trazer esse campo vazio — inclua ACÓRDÃO em tipo para o filtro valer.

Resumo de resultados da página — quando a busca traz 3 ou mais resultados, o rodapé soma quantos declaram cada resultado (provido / parcialmente provido / desprovido / acolhido / rejeitado), por exemplo Nesta página: 7 desprovidos, 3 providos, 2 sem resultado identificável. É 100% offline (lê só o texto já trazido pela página, nenhuma requisição a mais) e existe para tornar a amostragem dirigida barata — ver como um relator específico costuma decidir, sem ler acórdão por acórdão. Três ressalvas que valem sempre:

  • Não é posição sobre a tese. Um recurso pode ser provido por um fundamento que nada tem a ver com a tese que você está pesquisando.

  • É a amostra desta página, na ordenação pedida. relevantes tende a enviesar (a resposta avisa quando isso ocorre); para amostragem, prefira recentes ou antigos, e aumente por_pagina (até 250, com modo="compacto") em vez de paginar.

  • É indício para escolher o que ler, nunca conclusão. Documento que declara os dois lados de um resultado (ex.: ementa que registra o voto vencido) entra em "sem resultado identificável", nunca é forçado para um lado.

A contagem é por julgamento (nº do processo + data), não por documento: a ementa e o acórdão do mesmo julgado contam uma vez só.

Panorama, lista compacta e filtro por resultado (v1.7.27)

Três recursos que custam zero consulta a mais ao portal:

  • Panorama do resultado inteiro. Toda busca com 3 ou mais documentos abre com a distribuição de TODOS os documentos que casaram (não só da página) por câmara/vara, gabinete, classe e ano de julgamento. O portal já devolve essas agregações em cada resposta; a extensão só passou a mostrá-las. Serve para ver onde e quando o tema é julgado e escolher os filtros (orgao_colegiado, relator, classe_judicial, datas) antes de gastar a próxima consulta. Câmara e gabinete ali são os do cadastro do portal, que erra a câmara.

  • modo="compacto" e por_pagina até 250. O portal entrega até 250 julgados numa única consulta (medido em 26/09/2026), pelo mesmo custo de 10 no ritmo. No modo compacto cada documento vira uma linha (órgão, data, relator, resultado declarado, assunto, processo, id), sem trecho — é o modo para varrer um tema; depois abra em modo completo só os que interessam. Com 10 ou mais julgamentos na página, o rodapé traz a quebra por relator, por órgão e por ano (só chaves com 3+ julgamentos).

  • resultado="provido" | "parcial" | "desprovido" | "acolhido" | "rejeitado" | "sem". Filtra no cliente, só dentro da página trazida, os documentos cujo julgamento declara aquele resultado no dispositivo. Use com por_pagina alto; o total do cabeçalho continua sendo o do índice.

O que isso é e o que não é. Resultado declarado é o dispositivo extraído do fim do texto, e "parcialmente provido" é um qualificador do provido. A taxa de provimento de um relator diz quem costuma reformar ou manter, não por quê; a mudança de proporção entre anos é sinal para ler os julgados dos dois períodos, nunca conclusão de "mudança de entendimento". Nada disso é posição sobre a tese, e nada disso entra em peça como número sem a leitura dos acórdãos. Medição de 26/09/2026 sobre 4.840 acórdãos em cache: 73 % trazem marcador de resultado legível; o resto sai como "sem resultado identificável", nunca é chutado.

Como pesquisar bem

A busca é por palavras, e julgados do mesmo assunto usam vocabulários diferentes. Não é detalhe: num estudo clássico sobre uma base de litígio real, advogados acreditavam ter encontrado 75% dos documentos relevantes, e o que de fato encontraram foi cerca de 20%. Três técnicas resolvem a maior parte disso, e cabem juntas em quatro a seis consultas:

  1. Grupos de sinônimos. O parâmetro grupos recebe listas de expressões equivalentes: dentro de cada lista os termos se somam por OU, e as listas se combinam por E. A extensão monta os parênteses e protege cada termo, então não é preciso escrever sintaxe. Exemplo: grupos = [["dano moral"], ["negativação", "inscrição indevida", "cadastro de inadimplentes"]]. No teste real, isso trouxe 37% mais julgados do que o termo único, na mesma consulta. Curinga só no fim de palavra única (consign*). Cada grupo descreve o assunto ou o fato, nunca a conclusão do julgado. Medido em 22/09/2026, em 7 teses reais com buscas escritas às cegas: um grupo com as palavras da conclusão ("não equivale", "é inócua", "não afasta") zerou a busca numa tese e escondeu o acórdão certo noutra, que voltou ao 1º lugar só tirando esse grupo. Cada acórdão escreve a conclusão de um jeito; a conclusão se confere lendo o resultado. No mesmo teste, texto livre e grupos acharam o acórdão certo entre os 10 primeiros em 4 de 7 teses cada, errando em teses diferentes: se uma tese decisiva não apareceu numa forma, tente a outra. Não filtre por família de câmara por padrão ("só cíveis", "só criminais"). Nas mesmas 7 teses, 2 dos 8 julgados certos vinham de outra família (Câmara Especial, Turma Recursal) e 2 tinham o órgão em branco no cadastro, e qualquer filtro de órgão os perde. O filtro orgao_colegiado aceita um órgão só: vírgula ou "ou" não somam órgãos (o portal devolveria zero, e a extensão agora recusa com explicação). Use-o para ver como uma câmara específica decide, conferindo a câmara no fecho. Grupos estreitos vencem listas longas de sinônimos (medido em 25/09/2026, 7 teses): grupos com 2 a 4 termos do fato acharam o julgado certo no top-10 em 4 de 7 teses; a mesma busca com 8 a 15 sinônimos por grupo caiu para 3 de 7 e alargou o resultado (de 2 para 14.031 documentos numa tese). Expanda só quando a busca zerar ou vier com poucos resultados sem o julgado esperado. Acento não faz diferença ("repeticao" acha "repetição"). Proximidade (desde a v1.7.24): num termo de grupo, repetição dobro ~3 acha as duas palavras a até 3 posições uma da outra, em qualquer ordem ("repetição em dobro", "repetição do indébito em dobro"): 3.208 documentos, contra 16 da frase exata. Use quando a frase exata der pouco e o conceito for um par de palavras; medido em 7 teses, empata com os grupos estreitos, acertando teses diferentes. Excluir palavras (desde a v1.7.25): excluir=["energia elétrica", "telefonia"] tira da busca os documentos que citam esses termos. Numa busca de "dano moral" por negativação, caiu de 13.573 para 10.573 documentos e zerou o ruído de energia e telefonia nos 20 primeiros. Cuidado: tira também o julgado certo que cite o termo de passagem. Use só para ruído evidente, nunca na única busca de uma tese.

  2. Âncora pela citação. Julgados do mesmo assunto costumam citar a mesma súmula, tema repetitivo ou IRDR, mesmo quando descrevem o fato com outras palavras. Um grupo como ["Súmula 385"] acha esses julgados. A âncora tem de ser específica (número de lei, súmula ou tema): um artigo de uso geral, como ["art. 42"], traz milhares de documentos e afunda o julgado certo.

  3. Colher o vocabulário do melhor resultado. Abra o inteiro teor do julgado mais certeiro, veja que palavras e que citações ele usa, e busque de novo com elas. É o que acha o vocabulário da própria câmara, que nenhuma lista prevê.

Pesquisa longa com agentes (Cowork ou Claude Code). Se você usa o Claude com subagentes, uma pesquisa extensa (várias teses, leitura de muitos inteiros teores) pode ir para um agente separado, no modelo Sonnet, que dá conta da busca e da leitura com custo menor; deixe a conclusão (o que o julgado decide e se serve ao caso) para a conversa principal. Duas regras: um agente por vez consultando o TJRO, nunca vários em paralelo — todos dividem o mesmo limite de ritmo desta máquina, e rajada é o que dispara o bloqueio do portal; e peça ao agente que abra o inteiro teor antes de afirmar o que um acórdão decide. Na conversa comum do Claude Desktop não há subagentes, e nada disso é necessário.

Pesquisa longa e a espera. Quando a ferramenta manda esperar (limite de ritmo ou bloqueio do tribunal), a resposta traz o tempo em segundos e o tipo, no formato [espera_segundos=N tipo=...]. Quem conduz uma pesquisa longa com agentes (Claude Code ou Cowork) pode esperar esse tempo em segundo plano e retomar de onde parou, em vez de desistir. Insistir antes da hora não ajuda: cada bloqueio dobra o tempo de recuo, de 10 minutos até 1 hora.

Economize consultas: o limite do TJRO é de volume. Num teste de 23/09/2026, 18 consultas espaçadas de 5 a 8 segundos foram bloqueadas em cerca de 3 minutos: espaçar não basta, o que conta é quantas saem em poucos minutos, somando todas as conversas abertas nesta máquina. Por isso: prefira 2 ou 3 buscas amplas (até 250 em modo compacto resultados cada) a várias pequenas; escolha pela ementa e pelo trecho que a busca já mostra; e abra o inteiro teor só do que vai citar. Inteiro teor já aberto nos últimos 7 dias volta do disco, sem nova consulta (a resposta avisa "Do cache local"), então reabrir o mesmo acórdão não gasta nada. A mesma busca refeita em 24 horas também volta do disco, inclusive depois de reiniciar o Claude. E 50 resultados numa busca custam uma consulta, o mesmo que 10.

O filtro assunto (classificação da Tabela Processual Unificada do CNJ) funciona, mas é ruidoso: o assunto é escolhido na distribuição, cada processo tem vários e o recurso herda o do processo principal. No teste real, 7 dos 20 primeiros resultados eram de outro tema. Use sempre junto com texto, nunca sozinho, e copie a grafia exata do campo "Assunto:" de um resultado.

Avisos importantes

  • Integração não-oficial. Os dados vêm do portal oficial do TJRO, mas por uma via não documentada (a API pública do próprio site, a mesma que o navegador do usuário do portal chama — não é uma rota escondida). Funciona hoje; se o TJRO mudar o portal, pode parar até ser atualizada. Veja "Segurança e auditoria" abaixo.

  • Confirme antes de citar. Sempre abra o inteiro teor (o link vem em cada resultado) e confira número, relator, câmara, data e a ementa literal antes de usar em peça. Vale para qualquer ferramenta de IA jurídica.

  • O trecho exibido é um fragmento, não a ementa. A busca mostra até 800 caracteres a partir do ponto onde os termos casaram. Ementa numerada (I. Caso em exame, II. Questão em discussão, III. Razões de decidir...) costuma enunciar a tese nos primeiros itens e aplicá-la nos últimos, às vezes com alcance menor do que o enunciado sugere — citar pelo fragmento é o jeito mais fácil de atribuir ao julgado uma tese que ele não sustenta. Abra o inteiro teor antes de citar; a resposta avisa quando houve corte.

  • Um número, vários julgados. Sob o mesmo número de processo convivem o acórdão original, os embargos de declaração, os segundos embargos e, em julgamento por maioria, às vezes o voto vencido como documento próprio no índice. O número sozinho não identifica uma decisão — foi assim que uma peça real citou o conteúdo de um acórdão com o relator de outro. Por isso cada resultado traz o id do documento (chave única daquela decisão), e a extensão avisa quando o mesmo número aparece mais de uma vez, quando dois documentos do mesmo julgamento declaram resultado oposto (provável voto vencido) e, no inteiro teor, quando a câmara ou o relator do índice não batem com o que o texto do acórdão declara. Cite pelo id + data de julgamento, e pelo que o texto do acórdão diz. No inteiro teor, cada peça traz o próprio link do portal: se a peça que você escreve leva link para o julgado citado (para o juiz clicar e conferir), use o link e o id da mesma peça, nunca os de outra peça do mesmo número.

  • A câmara do cadastro erra com frequência. Numa amostra de 82 acórdãos reais (14/09/2026), 15 dos 24 processos que o portal cadastra na "3ª Câmara Cível" foram julgados pela 1ª ou pela 2ª, e outras bases herdam o mesmo cadastro. Por isso a extensão lê a câmara no fecho do acórdão ("acordam os Magistrados da(o) 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça..."), que é a ata do julgamento; quando ele diverge do cadastro, a busca e o inteiro teor mostram a câmara do fecho com um aviso, e a citação pronta já sai com ela. Sem fecho no texto (ementa, decisão monocrática), vale o cabeçalho, com o mesmo aviso. O filtro por câmara (orgao_colegiado) usa o cadastro: julgados de uma câmara cadastrados em outra ficam de fora, o que pesa quando se quer a posição de uma câmara.

  • Rede do escritório: se o escritório usa proxy que intercepta HTTPS e a busca falhar com erro de certificado, fale com o suporte de TI (pode ser necessário ajustar o certificado/CA do sistema).

Se a busca parar de funcionar

Desde a 1.11.0, a pausa depois de um bloqueio é por identificação: a extensão pública (que se identifica como extensão) e uma build que se identifique como navegador não se travam uma à outra. O volume de consultas continua somado, porque o IP é o mesmo. diagnostico_ritmo_tjro mostra qual identificação esta instalação usa.

São dois casos diferentes, e a mensagem de erro agora diz qual é.

1. "Verificação de navegador" (desafio JavaScript). O filtro de segurança do portal (F5/TSPD) exige que o acesso execute um desafio em JavaScript, coisa que só navegador faz. Não é excesso de consultas: esperar não resolve, e a extensão não executa esse desafio nem contorna a proteção do tribunal. Isso varia por rede, por provedor e pelo programa que faz o acesso — em 21/09/2026 um usuário em Sergipe foi barrado já na primeira busca do dia, enquanto na máquina do autor, no mesmo dia, a extensão consultava normalmente e só o curl era recusado. O que fazer:

  • teste em outra rede (outro Wi-Fi, ou o celular como roteador);

  • use o portal no navegador enquanto isso — ele continua aberto a qualquer um;

  • peça liberação ao tribunal: suporte@tjro.jus.br, assunto "Acesso Bloqueado", citando o endpoint juris-back.tjro.jus.br/search/varios_parametros/ e dizendo que é uso próprio, de baixo volume, sobre dado público.

Se acontecer com você, abra uma issue dizendo o estado, o provedor e a versão instalada (o diagnostico_ritmo_tjro mostra na primeira linha): é assim que dá para saber o alcance real do filtro.

⚠️ Situação em 22/09/2026: a extensão está sendo barrada pelo filtro do TJRO para todos. Chegaram relatos de bloqueio logo na 1ª busca (Sergipe e Rondônia), e o diagnóstico inicial do autor foi que a causa estava na rede de quem relatou. Esse diagnóstico estava errado: a comparação foi feita com um cliente diferente do que a extensão usa. O teste controlado de 22/09 mostrou a causa real: o filtro do portal recusa requisições que se identificam como ferramenta automatizada — e a extensão, por princípio, se identifica honestamente. Com a identificação de navegador, a mesma requisição passa. Ou seja: não adianta trocar de rede nem esperar. Decisão do autor: a extensão continua se identificando honestamente — ela não será disfarçada de navegador, nem como opção, porque isso seria contornar a proteção do tribunal. O caminho escolhido é pedir ao TJRO a liberação formal do acesso. Enquanto isso, a pesquisa pelo site (juris.tjro.jus.br) continua funcionando normalmente no navegador.

Desde a v1.7.10, a própria extensão reconhece essa situação e avisa em linguagem simples. Quando o portal bloqueia, a primeira linha da resposta diz que foi o sistema anti-robô do tribunal, e não um erro de quem usa. Se o bloqueio se repete com poucas pesquisas e sem nenhuma que tenha dado certo no meio (2 ou mais vezes em 24 horas, contando todas as conversas abertas no computador), a extensão conclui que é sistemático e diz com clareza que esperar não resolve, indicando o site do tribunal. Basta uma pesquisa dar certo, em qualquer conversa, para esse diagnóstico se desfazer sozinho. Desde a v1.7.8, esses bloqueios não apertam mais o limite de ritmo da ferramenta.

2. Bloqueio por volume ("robotização"). O mesmo filtro bloqueia temporariamente quando detecta muitas requisições em pouco tempo — mesmo sendo dados públicos. Se isso acontecer, a mensagem de erro vai dizer claramente que é um bloqueio por suspeita de automação, não um bug. Não é uma falha permanente: costuma liberar sozinho depois de um tempo. A extensão já evita insistir durante esse período (ver "Limite de ritmo próprio" acima) — o mais eficaz é simplesmente aguardar um pouco antes de tentar de novo, em vez de repetir a consulta várias vezes seguidas.

O limite se ajusta sozinho. Como não há como saber de antemão o limiar exato do filtro do TJRO, a extensão aprende com a experiência: cada vez que um bloqueio real acontece, ela torna o próprio limite preventivo mais rígido (a janela de "10 consultas" alarga — de 1 minuto para 5, depois 10, até um teto de 30 minutos); depois de 20 consultas seguidas sem bloqueio, ela afrouxa um degrau. O espaçamento mínimo entre consultas (7 segundos) foi medido em 23/09/2026: 125 consultas em 16 minutos, a 6 s ou mais uma da outra, passaram sem bloqueio; a 5 s o TJRO bloqueou. O que dispara o filtro é o pico curto, não o volume. Esse aprendizado fica salvo em ~/.tjro-jurisprudencia-mcp-estado.json para não ser esquecido a cada reinício do Claude Desktop. O arquivo guarda só números de controle (nível atual, horários das últimas consultas e um histórico curto dos bloqueios) — nenhum termo de pesquisa, processo ou dado de cliente.

Descubra o que aconteceu. A ferramenta diagnostico_ritmo_tjro responde "por que parou?" sem fazer nenhuma consulta ao portal: mostra o nível atual, o quanto do orçamento já foi usado, se há bloqueio em curso (e quanto falta para liberar) e o histórico de bloqueios com o contexto de cada um — quantas consultas houve no minuto anterior, o intervalo entre elas e qual operação disparou. Com isso dá para separar dois casos que se parecem: bloqueio causado por rajada sua (espaçar resolve) e bloqueio que veio com pouquíssimo tráfego desta máquina (a causa está fora do alcance da extensão — outro equipamento no mesmo IP, ou o portal apertando o filtro). Basta pedir ao Claude: "rode o diagnóstico de ritmo do TJRO".

Três limitações honestas: (1) o orçamento coordena processos da mesma máquina — dois advogados do mesmo escritório, em computadores diferentes, saem pelo mesmo IP público e não há como coordenar isso sem um servidor central; (2) se o arquivo de estado não puder ser gravado (disco cheio, pasta pessoal somente-leitura), cada processo passa a contar sozinho em memória — o limite continua valendo, mas deixa de ser compartilhado. Nesse caso o diagnostico_ritmo_tjro avisa em vez de dizer que está tudo certo; (3) a coordenação só enxerga outras cópias desta mesma extensão na máquina — um script separado (seu ou de outra pessoa) que fale com o portal do TJRO por fora dela mantém seu próprio controle, sem visibilidade sobre o desta. Rodar os dois ao mesmo tempo na mesma máquina soma dois orçamentos independentes no mesmo IP; não registre as duas coisas simultaneamente.

Apagar ~/.tjro-jurisprudencia-mcp-estado.json zera o aprendizado (nível, histórico de bloqueios e orçamento em curso) — útil se quiser recomeçar do zero.

Segurança e auditoria

Pensado para ser fácil de verificar antes de instalar, não só "confie em mim":

  • Só leitura, sem credenciais. As buscas fazem apenas requisições HTTP POST ao portal público do TJRO (o diagnóstico não faz requisição nenhuma). Não pedem login, token, chave de API nem qualquer dado além do texto da sua pesquisa — o mesmo que você digitaria na busca do próprio portal.

  • Sem coleta de dados. Nenhuma telemetria ou analytics. A pesquisa só vai para o juris-back.tjro.jus.br (o backend do próprio TJRO). A única outra conexão é o aviso de versão nova (abaixo): um GET sem dados seus a api.github.com, uma vez por sessão.

  • Sinais do julgado, sem nota inventada. Cada resultado que cita um precedente qualificado (súmula, súmula vinculante, tema repetitivo ou de repercussão geral, IRDR, IAC) ganha uma linha Cita: … com o que foi citado. Serve para dois fins: é indício de peso do julgado e é âncora para a próxima busca — julgados do mesmo assunto costumam citar a mesma súmula, mesmo escrevendo o fato com outras palavras. Em 83 acórdãos reais (21/09/2026), 24 traziam alguma citação dessas. Resultado de 1º grau ganha o aviso de que sentença não é precedente, e o de Turma Recursal, o de que é dos Juizados Especiais (pesa em processo do Juizado; em recurso do rito comum, prefira acórdão de Câmara). A leitura é feita no texto que já veio, sem nenhuma requisição a mais, e a extensão não pontua nem reordena os resultados: nota calculada por máquina vira autoridade aparente, e a situação de cada precedente citado (vigente, superado, distinguido) continua sendo para conferir na fonte.

  • Quando algo dá errado, a própria mensagem de erro diz o que fazer. Se houver versão mais nova da extensão, o erro avisa (ela pode já ter a correção). E, se o problema continuar, traz um link para relatar o erro ao autor: ele abre o formulário de relato do GitHub já preenchido com dados técnicos — versão, sistema operacional, tipo do erro e o estado do limitador de ritmo. Nada é enviado sozinho: você lê, completa se quiser e decide se envia (é preciso ter conta gratuita no GitHub). O relato é público, por isso ele nunca leva o texto da sua busca nem número de processo — a busca pode descrever o caso de um cliente. Erro de "muitas consultas em pouco tempo" não traz link de relato, porque se resolve esperando.

  • Recibo do inteiro teor (anti-alucinação). Toda vez que o inteiro teor de um processo é aberto, o texto que o portal entregou fica gravado em ~/.tjro-jurisprudencia-recibos/<id do documento>.json. Serve para conferir depois, por script ou a olho, se o trecho que foi para a peça está mesmo no documento do tribunal, e não só no que a IA diz ter lido. É texto público de acórdão e fica só na sua máquina; pode apagar a pasta quando quiser. Outra pasta: variável de ambiente TJRO_MCP_DIR_RECIBOS. Desde a v1.7.16, o recibo também registra o que não é palavra do TJRO: trechos_transcritos (ementas de outros julgados que o voto copia), trecho_divergente (o voto que pode ter sido vencido) e, no ACÓRDÃO, texto_voz_propria (ementa da casa e fecho). Assim, quem confere a peça é avisado quando o trecho citado está no documento, mas foi escrito por outro tribunal ou pelo voto vencido. Medição e limites estão no CHANGELOG.md.

  • Aviso de versão nova. Ao subir, a extensão pergunta ao GitHub qual é a release mais recente. Se houver uma mais nova que a instalada, a primeira resposta da sessão termina com uma linha avisando, com o endereço da página de releases (fixo no código, nunca tirado da resposta do GitHub). Esse aviso não baixa nem instala nada. Se você quiser, pode pedir ao Claude para "atualizar a extensão do TJRO" (ferramenta atualizar_extensao_tjro, só a seu pedido): ela baixa o arquivo novo do repositório oficial para a pasta Downloads e confere o SHA-256 publicado pelo GitHub, o tamanho e o formato, sem sobrescrever nada seu. Quem instala é você: dois cliques no arquivo e "Instalar". A extensão nunca se instala nem abre o instalador sozinha. A conferência protege contra arquivo corrompido ou desviado no caminho; não protege contra uma conta do GitHub comprometida, porque o SHA vem do próprio GitHub. O GitHub vê o IP de quem consulta, como em qualquer acesso a página sua; nenhum dado da pesquisa ou do caso vai junto. Sem internet, o aviso simplesmente não aparece (a espera é de no máximo 2 segundos). Para desligar, defina a variável de ambiente TJRO_MCP_SEM_AVISO_ATUALIZACAO=1.

  • Código pequeno e legível, sem código gerado. Toda a lógica fica em dois arquivos, cerca de 1.600 linhas no total: server/lib.js (montagem da busca, chamadas ao portal, formatação, controle de ritmo, recibos e aviso de versão) e server/index.js (só o registro das três ferramentas MCP).

  • Três dependências, todas de projetos estabelecidos: @modelcontextprotocol/sdk (SDK oficial da Anthropic para servidores MCP), zod (validação de schema) e he (decodificação de entidades HTML).

  • Testado. server/lib.js tem testes automatizados que rodam em CI a cada mudança (badge no topo deste README) — inclusive regressões específicas dos bugs já encontrados e corrigidos neste projeto.

  • Limite de ritmo próprio, compartilhado entre sessões. A extensão se limita a 10 consultas por janela de tempo, espaça as consultas em pelo menos 7 segundos (para não disparar em rajada) e, se o portal sinalizar bloqueio por automação, para de tentar sozinha por um tempo em vez de insistir. Esse orçamento é compartilhado por todos os processos da extensão na mesma máquina — se você tiver o Claude Desktop e várias sessões do Claude Code abertas ao mesmo tempo, todas dividem o mesmo limite, em vez de cada uma contar o seu. Ver "Se a busca parar de funcionar" abaixo.

  • Uma linha de crédito, uma vez. A primeira resposta bem-sucedida de cada sessão da extensão termina com uma assinatura do autor ("Esta extensão foi desenvolvida por @robertogrecia..."). É só texto na resposta, uma única vez: não é propaganda repetida, não é instrução ao Claude e não envia nada a lugar nenhum — está em server/lib.js, função comCredito.

  • Licença MIT, sem cláusula que restrinja leitura ou uso do código-fonte.

Desinstalar

Claude Desktop → Configurações → Extensões → remover "Jurisprudência TJRO".

Desenvolvimento

Servidor MCP em Node.js (@modelcontextprotocol/sdk) que consulta a API de busca do portal juris.tjro.jus.br (pública, sem autenticação).

npm install
npm test                      # roda os testes automatizados (server/lib.js)
node server/index.js          # roda o servidor via stdio
npx @anthropic-ai/mcpb@latest pack . Jurisprudencia-TJRO.mcpb   # empacota a extensão

No Claude Code, depois do npm install, registre o servidor com o caminho absoluto da pasta:

claude mcp add tjro_jurisprudencia -- node /caminho/para/tjro-jurisprudencia-mcp/server/index.js

Apoie o projeto

A extensão é gratuita e de código aberto, e é mantida no tempo livre de um advogado: cada mudança do portal do TJRO exige diagnóstico, correção, testes e versão nova. Se ela economiza o seu tempo, você pode apoiar a continuidade do trabalho com qualquer valor, por Pix:

Chave Pix (e-mail): robertogrecia@hotmail.com

O apoio é voluntário e não muda nada no uso: a extensão continua igual para todos.

Autor

Roberto Grécia Bessa — OAB/RO 7865-A Instagram: @robertogrecia

Licença

MIT — veja LICENSE.

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