agentsystem-mcp-server
Provides read-only and optional write access to a PostgreSQL database of construction materials distribution, with tools for listing tables, describing schemas, sampling rows, running SELECT queries, and optionally inserting, updating, archiving, restoring, and deleting rows in master data tables.
Click on "Install Server".
Wait a few minutes for the server to deploy. Once ready, it will show a "Started" state.
In the chat, type
@followed by the MCP server name and your instructions, e.g., "@agentsystem-mcp-serverShow me the first 5 rows from the clientes table"
That's it! The server will respond to your query, and you can continue using it as needed.
Here is a step-by-step guide with screenshots.
agentsystem-mcp-server
Servidor MCP só-de-leitura sobre a base de dados de referência do distribuidor de materiais de construção (agentsystem-db).
Expõe quatro tools a um cliente MCP (Claude Desktop, Claude Code, MCP Inspector) e garante, por três camadas independentes, que nenhuma delas consegue escrever.
Opcionalmente — e desligado por omissão — expõe mais cinco tools que criam, editam, arquivam, repõem e apagam uma linha de cada vez nas tabelas de dados mestre. Ver Escrita e Arquivo.
Tools
Tool | O que faz |
| Tabelas do schema public, com contagem aproximada de linhas, tamanho em disco e se aceitam escrita |
| Colunas, tipos, nullable, valores por omissão, chave primária e chaves estrangeiras |
| Amostra de linhas de uma tabela (1 a 50, por omissão 10) |
| Corre uma query SELECT, com as três camadas de validação |
O run_query e o sample_rows aceitam incluir_arquivados (por omissão false)
— ver Arquivo.
Só com DATABASE_URL_WRITE definida:
Tool | O que faz |
| Cria uma linha numa tabela de dados mestre |
| Altera uma linha, identificada pela chave primária completa |
| Arquiva uma linha: deixa de ser vista, mas não é apagada. Reversível |
| Devolve ao ativo uma linha arquivada |
| Destrói uma linha já arquivada, e tudo o que lhe aponta, em cascata ( |
Related MCP server: TextToSQL MCP Server
Arquivo (soft delete)
Todas as 19 tabelas têm uma coluna arquivado_em (timestamptz, NULL = ativo).
Uma linha arquivada deixa de existir para este servidor: não aparece no
run_query, no sample_rows, nas contagens do list_tables, nem dentro de
JOINs, subqueries ou CTEs.
O que interessa perceber é onde é que esse filtro vive: não vive aqui. Nenhuma
linha deste repositório acrescenta WHERE arquivado_em IS NULL a query nenhuma.
Quem esconde as linhas é uma política de Row-Level Security do PostgreSQL,
aplicada pelo seed do agentsystem-db.
A razão é o run_query, que aceita SQL escrito de fora. Filtrar em TypeScript
obrigaria a reescrever a árvore de cada SELECT para lhe acrescentar a condição
em todas as tabelas mencionadas, incluindo as de dentro de subqueries e CTEs. Um
único caso esquecido não dá erro nenhum — devolve linhas arquivadas em silêncio,
que é exatamente o que a funcionalidade existe para impedir. Com o filtro no
planeador do Postgres não há nada a reescrever e não há casos a esquecer.
run_query: SELECT count(*) FROM clientes WHERE no_cli = 1001 -> 0 linhas
run_query: ... com incluir_arquivados=true -> 1 linhaArquivar, repor, destruir
archive_row (clientes, {no_cli: 1001}) reversível, é o caminho normal
restore_row (clientes, {no_cli: 1001}) desfaz o anterior, sem perdas
delete_row (clientes, {no_cli: 1001}) pré-visualiza; NÃO apaga
delete_row (clientes, {no_cli: 1001}, confirmar: true) destrói, e leva o resto atrásUma linha só pode ser apagada depois de arquivada. Não há atalho: são duas chamadas separadas, com um estado reversível pelo meio. É nesse intervalo que um engano se vê e se desfaz — um único pedido mal formado nunca destrói nada.
arquivado_em não se altera por insert_row nem por update_row. Se se
alterasse, o pré-requisito acima deixava de significar seja o que for, porque
qualquer update genérico o satisfazia.
O que o delete_row faz agora, e porque é que é diferente
Todas as chaves estrangeiras desta base têm ON DELETE CASCADE. Apagar um cliente
já não é recusado por ter documentos: apaga o cliente, os documentos de venda,
as linhas desses documentos, os movimentos de conta corrente e as comissões. Um
taxas_iva arrasta famílias, artigos, preços, stocks e linhas de documento.
Essa cascata é executada pelo Postgres, por gatilhos de integridade referencial que correm com os privilégios do dono das tabelas — não passam pela whitelist deste servidor, nem pelas políticas de RLS, nem pela guarda de linhas da Camada 3. Nenhuma camada deste projeto vê essas linhas a desaparecer.
Por isso o delete_row percorre o grafo de chaves estrangeiras antes de apagar e
conta, tabela a tabela, o que vai levar consigo. Chamado sem confirmar, não
apaga nada e devolve só essa contagem:
{
"operacao": "pre_visualizacao",
"apagado": false,
"linhas_que_seriam_arrastadas": 654,
"cascata": [
{ "tabela": "linhas_doc", "linhas": 512, "via": "linhas_doc.id_doc -> docs_venda.id" },
{ "tabela": "cc_clientes", "linhas": 74, "via": "cc_clientes.cod_cli -> clientes.no_cli" },
{ "tabela": "docs_venda", "linhas": 40, "via": "docs_venda.no_cli -> clientes.no_cli" },
{ "tabela": "comissoes_vend", "linhas": 28, "via": "comissoes_vend.id_doc -> docs_venda.id" }
]
}Encontrar o que está arquivado
O list_tables traz uma coluna arquivadas por tabela, e o describe_table traz
linhas_arquivadas. Para ver as linhas propriamente ditas:
run_query com incluir_arquivados=true:
SELECT no_cli, nome, arquivado_em FROM clientes WHERE arquivado_em IS NOT NULLAs três camadas
A ideia não é ter mais verificações — é ter verificações que não partilham o mesmo ponto de falha. Para uma escrita passar, teriam de falhar ao mesmo tempo coisas que não têm nada a ver umas com as outras.
Camada 0 — o utilizador da base de dados. A ligação usa o mcp_readonly,
que tem SELECT e mais nada. Vive na DATABASE_URL_READONLY.
Camada 1 — o parser (src/seguranca/camada1-parser.ts).
Confirma que a query é exatamente uma instrução SELECT e que não há nenhum nó
de escrita em toda a árvore, incluindo dentro de CTEs e subqueries. Usa o
parser real do PostgreSQL (libpg-query, o parser do servidor compilado
para WebAssembly), não um regex — porque comentários, ponto e vírgula e CTEs
contornam qualquer inspeção de texto.
Camada 2 — a transação (src/db.ts). Cada query corre dentro de
BEGIN TRANSACTION READ ONLY. É redundante face à Camada 0 de propósito: a
Camada 0 é uma defesa de configuração (vive num .env que pode ser trocado por
engano), esta é uma defesa do próprio Postgres, que recusa escritas mesmo com
uma ligação de superutilizador.
Camada 3 — os limites (src/seguranca/camada3-limites.ts).
Queries sem LIMIT recebem LIMIT 200; um LIMIT explícito acima de 500 é
recusado; cada query tem 5 segundos de statement_timeout aplicado do lado do
Postgres.
Escrita (opcional, desligada por omissão)
Sem DATABASE_URL_WRITE no ambiente, este servidor é exatamente o que sempre
foi: quatro tools, nenhuma capaz de escrever. Nada muda para quem não a
definir. É a mesma build — a decisão é de configuração, o que permite registar
o mesmo dist/index.js duas vezes no cliente MCP, uma entrada só-leitura e outra
com escrita.
As tools de escrita não aceitam SQL
Recebem um nome de tabela, um objeto coluna -> valor e a chave primária. O SQL
é construído pelo servidor: os nomes vêm do catálogo do Postgres depois de
validados, os valores vão todos como parâmetros $n. Toda a classe de ataques
que a Camada 1 existe para apanhar não tem por onde entrar.
Só nos dados mestre — 12 das 19 tabelas
clientes, artigos, fornecedores, vendedores, precos_art, artfam,
artsubfam, armazens, taxas_iva, cond_pag, escaloes_cli, doc_tipos.
As sete de movimento — docs_venda, linhas_doc, compras, linhas_compra,
cc_clientes, stocks, comissoes_vend — estão bloqueadas, e a razão é
específica desta base: não há um único CHECK nem um único trigger. Os
invariantes de negócio (o total do documento bater com a soma das linhas, o saldo
da conta corrente, a cadeia orçamento→encomenda→guia→fatura, as comissões, o
stock) existem só no código que gerou os dados. Um INSERT em linhas_doc não
atualiza o total do documento; um INSERT em docs_venda não gera o movimento
de conta corrente nem mexe no stock. A base aceitava tudo isso em silêncio.
Nos dados mestre não há invariantes a atravessar tabelas, e as chaves estrangeiras tratam do resto: apagar um cliente que ainda tem documentos é recusado pelo próprio Postgres.
Escrever documentos exigirá tools ao nível do agregado — criar a fatura, as
linhas, o movimento de c/c e a comissão na mesma transação, com os totais
calculados — e não INSERTs linha a linha.
As camadas do caminho de escrita
Camada 0 — o utilizador da base de dados. O mcp_escrita, com
INSERT/UPDATE/DELETE concedido tabela a tabela, nunca por
ALTER DEFAULT PRIVILEGES: uma tabela criada amanhã nasce sem escrita. Sem DDL,
sem TRUNCATE, nunca superutilizador. Os GRANT são aplicados pelo seed do
agentsystem-db, a partir de seed/src/tabelasEscrita.ts.
O servidor recusa-se a arrancar em modo de escrita se a ligação for de
superutilizador. Colar aqui a DATABASE_URL_ADMIN não funciona.
Camada 1 — o alvo (src/seguranca/escrita-camada1-alvo.ts).
Whitelist de tabelas (a gémea independente da lista do seed), colunas validadas
contra o pg_attribute, e a chave primária tem de vir exata — nem uma coluna
a menos (senão o WHERE deixava de identificar uma linha só) nem uma a mais (a
chave é um identificador, não um filtro). Alterar a própria chave primária num
update_row é recusado.
Camada 2 — a guarda de linhas (src/seguranca/escrita-camada3-linhas.ts).
No caminho de leitura, a defesa que não depende de configuração nenhuma é o
BEGIN TRANSACTION READ ONLY. No caminho de escrita essa defesa não pode existir
— a transação tem de poder escrever — e é isto que ocupa o lugar dela: depois
da instrução correr e antes do COMMIT, o rowCount que o Postgres devolveu
é comparado com 1. Se não bater, há ROLLBACK e nada chega a disco. É a única
posição em que a verificação funciona.
Camada 3 — o timeout. O mesmo statement_timeout das leituras, aplicado do
lado do Postgres.
As ligações de leitura e de escrita são dois pools distintos, em dois ficheiros distintos (src/db.ts e src/db-escrita.ts), com duas connection strings. A validação de catálogo das tools de escrita corre pela ligação só-de-leitura: a de escrita é usada para a instrução final e para mais nada.
Antes de ligar
Escrever na base faz as 50 respostas do EVAL-QUESTIONS.md deixarem de bater
certo. Para as repor, correr outra vez o seed.
npm run teste:escrita # 20 verificações; cria, edita e apaga um cliente de testePré-requisitos
Node.js 22+
O container do agentsystem-db a correr e povoado
Atualizar uma instalação anterior
Vens de antes do arquivo (soft delete)?
Faz primeiro a parte do agentsystem-db — o arquivo depende de uma coluna nova e
de políticas de RLS que só o seed cria. Sem isso, este servidor arranca e falha à
primeira tool.
git pull
npm install
npm run buildO .env não muda. As tools novas (archive_row, restore_row) aparecem sozinhas
se já tinhas a DATABASE_URL_WRITE definida; sem ela o servidor continua com as 4
de leitura, agora com o parâmetro incluir_arquivados.
O delete_row mudou de significado — deixou de ser o "apagar" do dia-a-dia e
passou a ser destruição definitiva em cascata, só possível depois de
archive_row. Ver Arquivo. Quem tivesse automatismos a
chamá-lo passa a receber um erro explícito, não um apagar silencioso.
npm run teste # 22/22
npm run teste:escrita # 31/31 — precisa da DATABASE_URL_WRITEVens de antes das tools de escrita?
Se já tinhas este servidor a correr antes de existirem as tools de escrita, é este o caminho. Faz primeiro a parte do agentsystem-db — sem o role criado do lado da base, o passo 2 aqui não tem nada a que se ligar.
git pull
npm install
npm run buildSe parares aqui, está tudo a funcionar e o servidor continua só-de-leitura, com as 4 tools de sempre. Nada do que se segue é obrigatório.
1. Ligar a escrita — acrescenta ao .env a linha DATABASE_URL_WRITE que
puseste no .env do agentsystem-db (é exatamente a mesma):
DATABASE_URL_WRITE=postgresql://mcp_escrita:<password>@localhost:5434/distribuidor2. Verificar:
npm run teste # 19/19 — a leitura não regrediu
npm run teste:escrita # 19/19 — precisa da DATABASE_URL_WRITEO teste:escrita cria, edita e apaga um cliente 999999 e confirma no fim que a
base ficou como estava.
3. Cliente MCP. O .env não chega ao Claude Desktop nem ao Claude Code:
eles lançam o processo sem shell e sem diretório de trabalho, portanto o dotenv
não encontra ficheiro nenhum. A variável tem de ser repetida na configuração do
cliente — ver as secções 4 e 5.
1. Instalar e configurar
npm install
Copy-Item .env.example .envAbre o .env e preenche a DATABASE_URL_READONLY. A password é a
READONLY_PASSWORD do .env do agentsystem-db, e a porta é a
POSTGRES_HOST_PORT desse mesmo ficheiro (5434 na configuração atual, não a
5432 por omissão do Postgres):
DATABASE_URL_READONLY=postgresql://mcp_readonly:<password>@localhost:5434/distribuidorNunca coles aqui a
DATABASE_URL_ADMIN. O caminho de leitura não tem nenhuma razão para conseguir escrever — e o de escrita recusa-se a arrancar com uma ligação de superutilizador.
Para ligar as tools de escrita, acrescenta também a DATABASE_URL_WRITE (é a do
mcp_escrita, criada pelo seed do agentsystem-db). Sem ela, o servidor arranca
só-de-leitura — que é o comportamento por omissão e o recomendado. Ver
Escrita.
2. Compilar e confirmar
npm run build
npm startO arranque tem de mostrar, no stderr:
[mcp] parser do PostgreSQL carregado.
[mcp] ligado a distribuidor (PostgreSQL 18.4)
[mcp] current_user = mcp_readonly <-- a confirmação que interessa
[mcp] modo só-leitura (DATABASE_URL_WRITE não definida).
[mcp] 4 tools registadas: list_tables, describe_table, sample_rows, run_query.
[mcp] servidor pronto, à escuta em stdio.Aquele current_user é a verificação mais barata de que a ligação não está, por
engano, a usar a connection string de admin. Se lá aparecer admin_dist, o
.env está errado.
Com a escrita ligada, as duas linhas do meio passam a ser quatro:
[mcp] current_user = mcp_readonly
[mcp] ESCRITA LIGADA — current_user = mcp_escrita
[mcp] o Postgres concede INSERT a este utilizador em 12 tabelas: armazens, artfam, ...
[mcp] 9 tools registadas: list_tables, describe_table, sample_rows, run_query, insert_row, update_row, archive_row, restore_row, delete_row.
[mcp] arquivo: archive_row esconde (reversível); delete_row destrói em cascata e exige que a linha já esteja arquivada.Se aparecerem 19 tabelas em vez de 12, os GRANT do seed ficaram largos de mais
— o servidor avisa e recusa-as à mesma, mas vale a pena voltar a correr o seed.
Aqui não é possível enganar-se com o utilizador: o servidor recusa-se a
arrancar se a DATABASE_URL_WRITE for de superutilizador, e sai com código 1.
O servidor fica à espera de mensagens JSON-RPC no stdin — é suposto parecer que
está pendurado. Ctrl+C para sair.
3. Testar com o MCP Inspector
O Inspector é a ferramenta oficial de debug do protocolo: lança o servidor, lista as tools e deixa chamá-las à mão, sem ser preciso um cliente MCP completo.
npm run inspector(equivale a npm run build && npx @modelcontextprotocol/inspector node dist/index.js)
Abre uma UI no browser e imprime no terminal um URL com token de sessão. Lá dentro: Connect → separador Tools → List Tools → escolhe uma → enche os argumentos → Run Tool.
Não é preciso passar a variável de ambiente ao Inspector: o servidor lê o .env
sozinho. O stderr do servidor aparece no painel inferior do Inspector.
Queries para experimentar no run_query
# | Query | Resultado esperado |
1 |
| ✅ 5 linhas |
2 |
| ✅ CTE + agregação passam |
3 |
| ❌ "Esta instrução é do tipo UPDATE" |
4 |
| ❌ "operação não permitida (DeleteStmt)" |
5 |
| ❌ "contém 2 instruções" |
6 |
| ❌ "SQL inválido: syntax error" |
7 |
| ✅ 200 linhas, com |
8 |
| ❌ "excede o máximo permitido de 500" |
9 |
| ❌ "operação não permitida (intoClause)" |
O nº 7 é o que confirma a Camada 3: a resposta traz limite_aplicado e
sql_executado a mostrar exatamente o que foi corrido.
O nº 9 é o mais instrutivo — SELECT ... INTO cria uma tabela, e a instrução
de topo continua a ser um SelectStmt. Só a varredura recursiva o apanha.
A mesma bateria, automatizada
npm run teste # 19 verificações através de um cliente MCP real por stdio
npm run cobertura # passa as 50 queries do EVAL-QUESTIONS.md pela Camada 1
npm run teste:escrita # 19 verificações do caminho de escritaO teste:escrita só corre com a DATABASE_URL_WRITE definida — sem ela as tools
de escrita nem sequer são registadas, e o script sai a dizê-lo em vez de falhar
dezanove vezes seguidas. Cria, edita e apaga um cliente 999999 e a última
verificação é que a base ficou como estava: pode correr-se contra a base de
referência sem estragar as respostas do EVAL-QUESTIONS.md.
O cobertura precisa do EVAL-QUESTIONS.md, que vive no outro repositório.
Procura-o sozinho em ../agentsystem-db/ e ../mcpdbteste/ (relativos a este
repositório). Se o tiveres noutro sítio, aponta-lho:
$env:CAMINHO_EVALS="C:\caminho\para\EVAL-QUESTIONS.md"; npm run coberturaO teste faz o mesmo que se faria a clicar no Inspector, mas de forma
reproduzível. O cobertura é o contrapeso: prova que a Camada 1 não rejeita
queries legítimas — uma camada de segurança que bloqueia trabalho válido é tão
inútil como uma que não bloqueia nada.
Ver a Camada 2 a trabalhar sozinha
As camadas 1 e 3 apanham quase tudo antes de a 2 entrar em jogo, portanto ela quase nunca dispara — e é preciso prová-la à parte. Como admin, de propósito:
cd ..\agentsystem-db
docker compose exec db psql -U admin_dist -d distribuidor -c "BEGIN TRANSACTION READ ONLY; UPDATE clientes SET nome='x' WHERE no_cli=1;"Responde ERROR: cannot execute UPDATE in a read-only transaction. É a
demonstração de que a Camada 2 trava escrita mesmo com a connection string
errada — que é exatamente para isso que ela existe.
Ver a Camada 0 da escrita a trabalhar sozinha
Sem passar pelo servidor, só com psql. É a forma mais rápida de confirmar que o
lado da base ficou bem configurado — útil sobretudo depois de instalar noutra
máquina, porque não precisa de Node nem de build.
cd ..\agentsystem-db
$env:PGPASSWORD = "<a ESCRITA_PASSWORD do .env>"
# 1. Não é superutilizador — tem de responder "off"
docker compose exec -T -e PGPASSWORD=$env:PGPASSWORD db psql -U mcp_escrita -d distribuidor -t -A -c "SELECT current_setting('is_superuser');"
# 2. Dados mestre — tem de FUNCIONAR
docker compose exec -T -e PGPASSWORD=$env:PGPASSWORD db psql -U mcp_escrita -d distribuidor -c "INSERT INTO clientes (no_cli, nome) VALUES (999999, 'teste'); DELETE FROM clientes WHERE no_cli = 999999;"
# 3. Tabela de movimento — tem de ser RECUSADO
docker compose exec -T -e PGPASSWORD=$env:PGPASSWORD db psql -U mcp_escrita -d distribuidor -c "DELETE FROM docs_venda WHERE id = 1;"
# 4. DDL — tem de ser RECUSADO
docker compose exec -T -e PGPASSWORD=$env:PGPASSWORD db psql -U mcp_escrita -d distribuidor -c "CREATE TABLE xpto (id int);"
# 5. TRUNCATE — tem de ser RECUSADO
docker compose exec -T -e PGPASSWORD=$env:PGPASSWORD db psql -U mcp_escrita -d distribuidor -c "TRUNCATE clientes;"Respostas esperadas: off, depois INSERT 0 1 / DELETE 1, e a seguir três
recusas — permission denied for table docs_venda, permission denied for schema public e permission denied for table clientes. A última é a distinção que
interessa: o role tem DELETE em clientes mas não tem TRUNCATE.
E a garantia do lado do servidor, que se prova em dois segundos — pôr a
DATABASE_URL_ADMIN na DATABASE_URL_WRITE e arrancar:
[mcp] FALHA NO ARRANQUE: A DATABASE_URL_WRITE liga-se como 'admin_dist', que é SUPERUTILIZADOR.O processo sai com código 1. Um superutilizador ignora as permissões por tabela, que são a camada 0 de toda a funcionalidade de escrita — por isso não é um aviso.
4. Registar no Claude Desktop
Abre a configuração:
code $env:AppData\Claude\claude_desktop_config.json{
"mcpServers": {
"distribuidor": {
"command": "node",
"args": ["C:\\DEV\\testesmcps\\agentsystem-mcp-server\\dist\\index.js"],
"env": {
"DATABASE_URL_READONLY": "postgresql://mcp_readonly:<password>@localhost:5434/distribuidor"
}
}
}
}Para ligar as tools de escrita, acrescenta uma segunda entrada ao bloco env —
e a vírgula no fim da primeira, senão o JSON fica inválido e o Claude Desktop
não arranca o servidor de todo:
"env": {
"DATABASE_URL_READONLY": "postgresql://mcp_readonly:<password>@localhost:5434/distribuidor",
"DATABASE_URL_WRITE": "postgresql://mcp_escrita:<password>@localhost:5434/distribuidor"
}Se preferires ter as duas coisas em simultâneo — uma ligação só-de-leitura para o dia-a-dia e outra com escrita para quando precisares —, regista a mesma build duas vezes, com nomes diferentes e blocos
envdiferentes. É o mesmodist/index.js; a única diferença é aquela variável.
Reinicia o Claude Desktop a seguir (fechar a janela não chega — tem de sair pelo ícone da barra de tarefas).
Três pormenores que dão dores de cabeça:
O caminho tem de ser absoluto, e as barras duplicadas. O
\é o caractere de escape do JSON, portantoC:\DEV\...seria inválido.As variáveis de ambiente TÊM de ir no bloco
env. O Claude Desktop lança o processo sem herdar o shell nem o diretório de trabalho, por isso o.envdo projeto não é encontrado. É por isso que a configuração o repete — e é por isso que pôr aDATABASE_URL_WRITEsó no.envnão liga a escrita aqui.Tem de estar compilado. O
argsaponta paradist/index.js, não para o TypeScript. Se mexeres no código,npm run buildantes de reiniciar.
No log (mcp-server-distribuidor.log) confirma-se pelo número de tools: 4 em
modo só-leitura, 7 com a escrita ligada.
Os logs (o nosso stderr) ficam em %AppData%\Claude\logs\mcp-server-distribuidor.log.
5. Registar no Claude Code
claude mcp add distribuidor --env DATABASE_URL_READONLY="postgresql://mcp_readonly:<password>@localhost:5434/distribuidor" -- node C:\DEV\testesmcps\agentsystem-mcp-server\dist\index.jsCom escrita, um segundo --env:
claude mcp add distribuidor --env DATABASE_URL_READONLY="postgresql://mcp_readonly:<password>@localhost:5434/distribuidor" --env DATABASE_URL_WRITE="postgresql://mcp_escrita:<password>@localhost:5434/distribuidor" -- node C:\DEV\testesmcps\agentsystem-mcp-server\dist\index.jsOu, para o servidor ficar disponível só neste projeto, um .mcp.json na raiz com
o mesmo conteúdo do bloco mcpServers acima.
Transporte HTTP (Streamable HTTP)
O stdio acima é o modo de desenvolvimento local: um processo por cliente,
lançado pelo próprio cliente. O Streamable HTTP é o outro cabo pelo qual o
mesmo servidor pode ser servido — um processo à escuta num porto, vários
clientes ao mesmo tempo — e é o transporte que a secção 5.3 do
docs/agentsystem-guide.md exige para as ferramentas dos agentes.
npm run build
npm run start:http # ou: npm run dev:http (sem compilar)[mcp] servidor pronto, à escuta em http://127.0.0.1:3000/mcp (Streamable HTTP).Para o apontar o Inspector: npx @modelcontextprotocol/inspector, e na UI
escolher o transporte Streamable HTTP com o URL http://127.0.0.1:3000/mcp
(em vez de deixar o Inspector lançar o processo).
As tools são exatamente as mesmas, e não por coincidência: os dois pontos de
entrada — src/index.ts e src/http.ts — constroem o servidor pela mesma função
criarServidor() do src/servidor.ts. Uma tool nova aparece nos dois modos sem
ninguém se lembrar disso.
Um endpoint, três métodos, como manda a especificação do transporte:
Método | Para quê |
| as mensagens JSON-RPC; a resposta vem em SSE na mesma ligação |
| stream SSE avulsa — notificações do servidor e retoma ( |
| encerrar a sessão |
Sessões com estado. O initialize abre uma sessão e o servidor devolve o
Mcp-Session-Id num cabeçalho; todos os pedidos seguintes têm de o trazer. Os
pools de ligação não pertencem à sessão — são do processo, abertos uma vez no
arranque — e é isso que torna uma sessão barata: um McpServer e as closures das
suas tools, mais nada. O raciocínio completo, incluindo porque não é stateless,
está no cabeçalho do src/http.ts.
O que ainda não está aqui
Este modo é, para já, só o transporte a funcionar localmente. Por resolver, por ordem de importância:
Sem autenticação e sem TLS. Quem alcançar o porto chama as tools. Por isso o servidor liga-se a
127.0.0.1por omissão — mudar isso comMCP_HTTP_HOSTexpõe a base de dados à rede. O guia trata disto a partir da secção 5.5/5.6;Sem multi-tenant. Todas as sessões partilham os mesmos dois pools e, portanto, a mesma identidade no Postgres (Fase 1 do guia);
Sem rate limiting;
Sessões sem expiração. Um cliente que desapareça sem fazer
DELETEdeixa a sessão em memória até o processo reiniciar;Sem
EventStore. A retoma porLast-Event-IDfunciona dentro do processo, mas o estado não é partilhado — duas instâncias atrás de um balanceador exigem sticky sessions ou um armazenamento comum (Redis).
O que está feito é a validação do cabeçalho Origin (só origens locais, ou
as que a MCP_HTTP_ORIGENS listar). Não é autenticação: é a proteção contra DNS
rebinding que a especificação do MCP recomenda, e sem ela qualquer página aberta
no browser desta máquina podia correr queries sobre a base de dados. Clientes
nativos, que não enviam Origin, passam.
Estrutura
src/
index.ts ponto de entrada STDIO (desenvolvimento local)
http.ts ponto de entrada Streamable HTTP, sobre Hono
servidor.ts arranque, criação do McpServer, encerramento — partilhado
log.ts o log dos dois modos, e porque vai tudo para o stderr
db.ts pool de LEITURA + CAMADA 2 (transação READ ONLY)
db-escrita.ts pool de ESCRITA + transação com guarda de linhas
erros.ts sanitização das mensagens que saem para o cliente
identificadores.ts uso seguro de nomes de tabela dentro de SQL
seguranca/
camada1-parser.ts uma única instrução SELECT, sem nós de escrita
camada3-limites.ts LIMIT automático / recusa acima do máximo
escrita-camada1-alvo.ts whitelist de tabelas, colunas e chave primária
escrita-camada3-linhas.ts a guarda: exatamente uma linha, ou ROLLBACK
arquivo.ts o soft delete — e a explicação de porque NÃO filtra
cascata.ts conta o que um apagar leva consigo, antes de o levar
tools/
listTables.ts describeTable.ts sampleRows.ts runQuery.ts
insertRow.ts updateRow.ts deleteRow.ts
archiveRow.ts restoreRow.ts
escritaComum.ts schema Zod e fragmentos de SQL partilhados
resposta.ts formatação JSON das respostas
scripts/
testeCamadas.ts bateria de testes por cliente MCP real
testeEscrita.ts o mesmo para o caminho de escrita (limpa atrás de si)
coberturaEvals.ts deteção de falsos positivos da Camada 1As camadas estão em ficheiros separados de propósito: é a forma de a independência entre elas ser visível na árvore de ficheiros, e não apenas uma afirmação neste README.
Configuração opcional
Todas com valores por omissão sensatos; ver o .env.example.
Variável | Omissão | O que faz |
| 5000 |
|
| 200 |
|
| 500 |
|
| (vazia) | Liga as tools de escrita. Vazia = servidor só-de-leitura |
| 3000 | Porto do endpoint MCP (só no modo HTTP) |
| 127.0.0.1 | Interface onde escuta. |
| (vazia) | Origens aceites além das locais, separadas por vírgula |
O limite de linhas por escrita não é configurável, de propósito: é sempre 1. Uma variável de ambiente para o subir só serviria para desligar a defesa.
Notas
npm audit reporta 2 vulnerabilidades moderadas. Ambas são a mesma coisa:
@hono/node-server com um problema de path traversal no serve-static. Desde
o transporte HTTP que este pacote deixou de ser só uma dependência transitiva do
SDK do MCP e passou a ser usado diretamente — mas o que se usa dele é o serve,
não o serve-static. Este servidor não serve ficheiros estáticos e nunca importa
o módulo em causa: o único caminho é o /mcp, e quem responde nele é o
transporte do SDK. A correção que o npm sugere é descer o SDK uma versão major,
o que traria problemas reais em troca de um risco que aqui não existe.
Funções customizadas no schema. O schema atual só tem tabelas. Uma função
acrescentada mais tarde seria chamável a coberto de um SELECT, e a Camada 1
deixá-la-ia passar — para o parser, SELECT f() é uma leitura como outra
qualquer.
O que fecha esta porta está do lado da base de dados, não aqui: o public tem
EXECUTE revogado de PUBLIC, ao contrário do que o Postgres faz por
omissão, e as únicas funções concedidas ao mcp_readonly são as do unaccent e
do pg_trgm, de que as queries de deteção de duplicados dependem. Uma função
nova nasce, portanto, não chamável por este servidor — tem de haver um
GRANT explícito, que é uma decisão visível em vez de um efeito colateral. Ver
reporPermissoes() no seed/src/seed.ts e o docker/initdb/01-init-readonly.sh
do repositório da base de dados.
A revogação é IN SCHEMA public e não toca no pg_catalog — as tools deste
servidor continuam a chamar count(), pg_size_pretty() e
has_table_privilege() normalmente.
O que a Camada 2 cobre aqui, verificado na prática e não por suposição: uma
função SECURITY DEFINER que faça UPDATE é bloqueada dentro da transação
READ ONLY (ERROR: cannot execute UPDATE in a read-only transaction,
CONTEXT: SQL function ...). O SECURITY DEFINER muda o utilizador com que a
função corre, não o estado da transação — e o modo só-leitura é uma propriedade
da transação, que a função não consegue contornar.
Fica na mesma por rever, porque há duas coisas que a Camada 2 não cobre:
funções assim podem ler dados a que o mcp_readonly não deveria ter acesso,
e efeitos laterais que não passam pelo motor de transações (dblink, que abre
uma ligação nova e independente, COPY TO PROGRAM, ou linguagens não confiáveis
como plpython3u) escapam ao modo só-leitura por completo.
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