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GoncaloSDev

agentsystem-mcp-server

by GoncaloSDev

agentsystem-mcp-server

Servidor MCP só-de-leitura sobre a base de dados de referência do distribuidor de materiais de construção (agentsystem-db).

Expõe quatro tools a um cliente MCP (Claude Desktop, Claude Code, MCP Inspector) e garante, por três camadas independentes, que nenhuma delas consegue escrever.

Tools

Tool

O que faz

list_tables

Tabelas do schema public, com contagem aproximada de linhas e tamanho em disco

describe_table

Colunas, tipos, nullable, valores por omissão, chave primária e chaves estrangeiras

sample_rows

Amostra de linhas de uma tabela (1 a 50, por omissão 10)

run_query

Corre uma query SELECT, com as três camadas de validação

Related MCP server: TextToSQL MCP Server

As três camadas

A ideia não é ter mais verificações — é ter verificações que não partilham o mesmo ponto de falha. Para uma escrita passar, teriam de falhar ao mesmo tempo coisas que não têm nada a ver umas com as outras.

Camada 0 — o utilizador da base de dados. A ligação usa o mcp_readonly, que tem SELECT e mais nada. Vive na DATABASE_URL_READONLY.

Camada 1 — o parser (src/seguranca/camada1-parser.ts). Confirma que a query é exatamente uma instrução SELECT e que não há nenhum nó de escrita em toda a árvore, incluindo dentro de CTEs e subqueries. Usa o parser real do PostgreSQL (libpg-query, o parser do servidor compilado para WebAssembly), não um regex — porque comentários, ponto e vírgula e CTEs contornam qualquer inspeção de texto.

Camada 2 — a transação (src/db.ts). Cada query corre dentro de BEGIN TRANSACTION READ ONLY. É redundante face à Camada 0 de propósito: a Camada 0 é uma defesa de configuração (vive num .env que pode ser trocado por engano), esta é uma defesa do próprio Postgres, que recusa escritas mesmo com uma ligação de superutilizador.

Camada 3 — os limites (src/seguranca/camada3-limites.ts). Queries sem LIMIT recebem LIMIT 200; um LIMIT explícito acima de 500 é recusado; cada query tem 5 segundos de statement_timeout aplicado do lado do Postgres.

Pré-requisitos

1. Instalar e configurar

npm install
Copy-Item .env.example .env

Abre o .env e preenche a DATABASE_URL_READONLY. A password é a READONLY_PASSWORD do .env do agentsystem-db, e a porta é a POSTGRES_HOST_PORT desse mesmo ficheiro (5434 na configuração atual, não a 5432 por omissão do Postgres):

DATABASE_URL_READONLY=postgresql://mcp_readonly:<password>@localhost:5434/distribuidor

Nunca coles aqui a DATABASE_URL_ADMIN. Este servidor não tem nenhuma razão para conseguir escrever.

2. Compilar e confirmar

npm run build
npm start

O arranque tem de mostrar, no stderr:

[mcp] parser do PostgreSQL carregado.
[mcp] ligado a distribuidor (PostgreSQL 18.4)
[mcp] current_user = mcp_readonly          <-- a confirmação que interessa
[mcp] 4 tools registadas: list_tables, describe_table, sample_rows, run_query.
[mcp] servidor pronto, à escuta em stdio.

Aquele current_user é a verificação mais barata de que a ligação não está, por engano, a usar a connection string de admin. Se lá aparecer admin_dist, o .env está errado.

O servidor fica à espera de mensagens JSON-RPC no stdin — é suposto parecer que está pendurado. Ctrl+C para sair.

3. Testar com o MCP Inspector

O Inspector é a ferramenta oficial de debug do protocolo: lança o servidor, lista as tools e deixa chamá-las à mão, sem ser preciso um cliente MCP completo.

npm run inspector

(equivale a npm run build && npx @modelcontextprotocol/inspector node dist/index.js)

Abre uma UI no browser e imprime no terminal um URL com token de sessão. Lá dentro: Connect → separador ToolsList Tools → escolhe uma → enche os argumentos → Run Tool.

Não é preciso passar a variável de ambiente ao Inspector: o servidor lê o .env sozinho. O stderr do servidor aparece no painel inferior do Inspector.

Queries para experimentar no run_query

#

Query

Resultado esperado

1

SELECT nome, escalao FROM clientes ORDER BY nome LIMIT 5;

✅ 5 linhas

2

WITH f AS (SELECT no_cli, sum(total) AS t FROM docs_venda WHERE cod_doc='FAT' GROUP BY 1) SELECT c.nome, round(f.t,2) FROM f JOIN clientes c ON c.no_cli=f.no_cli ORDER BY f.t DESC LIMIT 5;

✅ CTE + agregação passam

3

UPDATE clientes SET nome='x' WHERE no_cli=1;

❌ "Esta instrução é do tipo UPDATE"

4

WITH apagados AS (DELETE FROM clientes RETURNING *) SELECT * FROM apagados;

❌ "operação não permitida (DeleteStmt)"

5

SELECT 1; DROP TABLE clientes;

❌ "contém 2 instruções"

6

SELECT FROM WHERE clientes;

❌ "SQL inválido: syntax error"

7

SELECT * FROM artigos;

✅ 200 linhas, com LIMIT 200 automático

8

SELECT * FROM artigos LIMIT 5000;

❌ "excede o máximo permitido de 500"

9

SELECT * INTO nova FROM clientes;

❌ "operação não permitida (intoClause)"

O nº 7 é o que confirma a Camada 3: a resposta traz limite_aplicado e sql_executado a mostrar exatamente o que foi corrido.

O nº 9 é o mais instrutivo — SELECT ... INTO cria uma tabela, e a instrução de topo continua a ser um SelectStmt. Só a varredura recursiva o apanha.

A mesma bateria, automatizada

npm run teste       # 19 verificações através de um cliente MCP real por stdio
npm run cobertura   # passa as 50 queries do EVAL-QUESTIONS.md pela Camada 1

O teste faz o mesmo que se faria a clicar no Inspector, mas de forma reproduzível. O cobertura é o contrapeso: prova que a Camada 1 não rejeita queries legítimas — uma camada de segurança que bloqueia trabalho válido é tão inútil como uma que não bloqueia nada.

Ver a Camada 2 a trabalhar sozinha

As camadas 1 e 3 apanham quase tudo antes de a 2 entrar em jogo, portanto ela quase nunca dispara — e é preciso prová-la à parte. Como admin, de propósito:

cd ..\agentsystem-db
docker compose exec db psql -U admin_dist -d distribuidor -c "BEGIN TRANSACTION READ ONLY; UPDATE clientes SET nome='x' WHERE no_cli=1;"

Responde ERROR: cannot execute UPDATE in a read-only transaction. É a demonstração de que a Camada 2 trava escrita mesmo com a connection string errada — que é exatamente para isso que ela existe.

4. Registar no Claude Desktop

Abre a configuração:

code $env:AppData\Claude\claude_desktop_config.json
{
  "mcpServers": {
    "distribuidor": {
      "command": "node",
      "args": ["C:\\DEV\\agentsystem-mcp-server\\dist\\index.js"],
      "env": {
        "DATABASE_URL_READONLY": "postgresql://mcp_readonly:<password>@localhost:5434/distribuidor"
      }
    }
  }
}

Reinicia o Claude Desktop a seguir (fechar a janela não chega — tem de sair pelo ícone da barra de tarefas).

Três pormenores que dão dores de cabeça:

  • O caminho tem de ser absoluto, e as barras duplicadas. O \ é o caractere de escape do JSON, portanto C:\DEV\... seria inválido.

  • A variável de ambiente TEM de ir no bloco env. O Claude Desktop lança o processo sem herdar o shell nem o diretório de trabalho, por isso o .env do projeto não é encontrado. É por isso que a configuração o repete.

  • Tem de estar compilado. O args aponta para dist/index.js, não para o TypeScript. Se mexeres no código, npm run build antes de reiniciar.

Os logs (o nosso stderr) ficam em %AppData%\Claude\logs\mcp-server-distribuidor.log.

5. Registar no Claude Code

claude mcp add distribuidor --env DATABASE_URL_READONLY="postgresql://mcp_readonly:<password>@localhost:5434/distribuidor" -- node C:\DEV\agentsystem-mcp-server\dist\index.js

Ou, para o servidor ficar disponível só neste projeto, um .mcp.json na raiz com o mesmo conteúdo do bloco mcpServers acima.

Estrutura

src/
  index.ts                    arranque, registo das tools, transporte stdio
  db.ts                       pool do pg + CAMADA 2 (transação READ ONLY)
  erros.ts                    sanitização das mensagens que saem para o cliente
  identificadores.ts          uso seguro de nomes de tabela dentro de SQL
  seguranca/
    camada1-parser.ts         uma única instrução SELECT, sem nós de escrita
    camada3-limites.ts        LIMIT automático / recusa acima do máximo
  tools/
    listTables.ts  describeTable.ts  sampleRows.ts  runQuery.ts
    resposta.ts               formatação JSON das respostas
scripts/
  testeCamadas.ts             bateria de testes por cliente MCP real
  coberturaEvals.ts           deteção de falsos positivos da Camada 1

As camadas estão em ficheiros separados de propósito: é a forma de a independência entre elas ser visível na árvore de ficheiros, e não apenas uma afirmação neste README.

Configuração opcional

Todas com valores por omissão sensatos; ver o .env.example.

Variável

Omissão

O que faz

MCP_TIMEOUT_MS

5000

statement_timeout por query

MCP_LIMITE_AUTOMATICO

200

LIMIT acrescentado a queries sem um

MCP_LIMITE_MAXIMO

500

LIMIT explícito máximo aceite

Notas

npm audit reporta 2 vulnerabilidades moderadas. Ambas são a mesma coisa: @hono/node-server, uma dependência transitiva do SDK do MCP, com um problema de path traversal no serve-static. Esse código só é usado pelo transporte HTTP; este servidor usa exclusivamente stdio e nunca o carrega. A correção que o npm sugere é descer o SDK uma versão major, o que traria problemas reais em troca de um risco que aqui não existe.

Funções customizadas no schema. O schema atual só tem tabelas. Se um dia forem adicionadas funções, é preciso confirmar nessa altura que nenhuma tem EXECUTE concedido a PUBLIC por omissão nem é SECURITY DEFINER com privilégios de escrita. Uma função dessas seria chamável a coberto de um SELECT, e a Camada 1 deixá-la-ia passar — para o parser, SELECT f() é uma leitura como outra qualquer.

O que a Camada 2 cobre aqui, verificado na prática e não por suposição: uma função SECURITY DEFINER que faça UPDATE é bloqueada dentro da transação READ ONLY (ERROR: cannot execute UPDATE in a read-only transaction, CONTEXT: SQL function ...). O SECURITY DEFINER muda o utilizador com que a função corre, não o estado da transação — e o modo só-leitura é uma propriedade da transação, que a função não consegue contornar.

Fica na mesma por rever, porque há duas coisas que a Camada 2 não cobre: funções assim podem ler dados a que o mcp_readonly não deveria ter acesso, e efeitos laterais que não passam pelo motor de transações (dblink, que abre uma ligação nova e independente, COPY TO PROGRAM, ou linguagens não confiáveis como plpython3u) escapam ao modo só-leitura por completo.

F
license - not found
-
quality - not tested
C
maintenance

Maintenance

Maintainers
Response time
Release cycle
Releases (12mo)
Commit activity

Resources

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